Quique Sánchez Flores é o treinador do Benfica nos próximos dois anos


                                         
                     «Mais do que palavras… prometo trabalho e ilusão»

Luís Filipe Vieira, Rui Costa e Quique Sánchez Flores entraram na sala de imprensa do Estádio da Luz pouco antes das 14 horas. Confirmava-se, assim, que o reputado técnico espanhol era o novo treinador do Benfica. Vieira foi o primeiro a usar a palavra. Chegado horas antes de Angola, onde o Glorioso esteve em digressão, o presidente não escondeu a «satisfação» por poder contar com um técnico que apelidou de «jovem, ambicioso e que já deu provas do seu valor».

Em sintonia

Vieira lembrou que Flores é a «garantia de um projecto sólido e assente no seu trabalho e conhecimento». «Esta é a sua casa e aqui todos trabalharão para o seu sucesso. Sei que já falou com o Rui [Costa] nos últimos dias. Viverá dificuldades, mas também alegrias», concluiu antes de passar a palavra ao director desportivo.

E foi com serenidade que Rui Costa contou que, «ao contrário do que alguma imprensa disse, esta não foi uma negociação difícil». «Existiram, sim, muitas conversas sobre o projecto. Conversas que serviram para me aperceber que estamos em sintonia», acrescentou.

«Existia um restrito lote de treinadores com o perfil que queria e a opção recaiu sobre o Quique, alguém que nos dá todas as garantias de ajudar a criar o projecto de sucesso que o Clube merece», sintetizou.

«Trabalhar muito para sermos os melhores»

O novo treinador do Benfica deixou, por seu turno, bem clara a vontade de prometer pouco e trabalhar muito. «As palavras nada ganham e caem, por vezes, em saco roto. É importante, sim, que tenhamos alegria e emoção no trabalho, mas que sejamos prudentes. Mais do que palavras… prometo trabalho e ilusão. Queremos transmitir alegria aos adeptos, mas antes temos de trabalhar muito para sermos os melhores», sublinhou o jovem mas já muito reputado treinador espanhol.

O novo técnico do Benfica lembrou ainda que a «exigência» será fulcral para que a equipa possa «defender os pergaminhos de um clube histórico». «Ter uma equipa competitiva e dar forma desportiva a essa equipa dentro de campo são motivos mais que suficientes para assinar pelo Benfica», reforçou, justificando o porquê de ter escolhido este desafio.

Passo importante

Quique não escondeu, por outro lado, a alegria por um passo que considera «importante» na sua carreira. «Passei pelas camadas jovens do Real Madrid, pelo Getafe e pelo Valência, mas chegar ao Benfica é um passo importante, pois trata-se de um clube com uma história muito grande que se faz não só de títulos, como também do número de adeptos e sócios. Queremos reconquistar os títulos que devolvam o Clube ao patamar onde deve estar por direito», lembrou aquele que Rui Costa garantiu ter mostrado «grande vontade desde início em representar o Benfica», tendo tal sido «importante, a par das suas qualidades, para que o acordo se concretizasse».

Por fim, e em relação a reforços, Quique e Rui Costa apontaram no mesmo sentido: «Qualquer jogador que assine pelo Benfica será sempre com o aval de ambas as partes». Como Quique só hoje foi formalmente apresentado como treinador do Benfica, a seu tempo se consumarão as possíveis contratações de jogadores. Da mesma forma, segundo Rui Costa, «a restante equipa técnica será decidida em consonância com as necessidades do clube e do treinador». E assim começa o novo ciclo do Benfica rumo à temporada 2008/09.

Texto: Ricardo Soares

 

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